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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

O "sportinguismo" ensina-se e vive-se - ninguém nasce com ele

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Sempre vivi o Sporting com uma grande emoção, mas há coisas que me custam a compreender. Este género de mentalidade é uma delas.

 

Pessoas que a primeira coisa que se lembram quando nasce um filho é inscrevê-lo como sócio de um determinado clube, como se a razão do nosso "ser" fosse um clube de futebol.

 

O sportinguismo deve-se impor de uma forma natural e ninguém deve ser obrigado seja ao que for. 

 

Ninguém é sportinguista na barriga da mãe.

 

O sportinguismo cultiva-se durante a fase de crescimento da criança e não é com cultos de personalidade e tentar apagar toda a história antes do actual presidente que o sportinguismo será imposto perante os mais jovens.

Mensagem emotiva de Beto Pimparel - que enorme leão!

Como junto um ano de emoções, sonhos e paixões num texto? É difícil, mas vou arriscar.
Demorei mas consegui cumprir o sonho. Meu e da minha família. Não foi em Alvalade, mas sim em Famalicão. Um jogo da Taça da Liga que para mim foi uma final da UEFA Champions League. E foi assim que encarei todos os jogos pelo Sporting Clube de Portugal. Dentro ou fora do relvado.
Seja no banco ou a voar para os remates adversários... sei que cada um dos Sportinguistas sentiu o que eu senti: esta paixão ardente de representar tamanha instituição, tamanha cultura.

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Hoje tenho um novo momento na minha carreira, como já devem ter sabido. Assino pelo Göztepe Spor Kulübü com vários objetivos em mente.

O Guarda-redes tem de jogar e sinto-me com capacidades para o fazer. Saio com o foco nas Seleções de Portugal e no Mundial e felizmente tive uma equipa técnica e uma direção, um departamento médico e uma rouparia que compreenderam esta decisão.
A estes o meu imenso apreço. Estamos em campo e na vida e nunca estamos sozinhos. Vocês fizeram com que sempre me sentisse na plenitude de todas as minhas capacidades.
Aos adeptos... bem, nem sei onde começar. "Deixo-vos", mas não deixo o Sportinguismo. Era um miúdo quando vos abracei... cheguei um homem quando comecei a cantar O Mundo Sabe Que ali, ao vosso lado.
Espero que sintam nas vossas mãos o aperto da minha mão, em sinal de agradecimento. Não me esqueço de vocês e nunca me esquecerei de todos os momentos que me ofereceram, seja a mim ou aos meus. Sei que terei a vossa fidelidade aqui, na outra ponta da Europa e também em todos os jogos do nosso Portugal.

Obrigado.
Beto Pimparel

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Obrigado Beto, és enorme, um exemplo de humildade e puro sportinguismo!

Que tenhas o maior sucesso pessoal e profissional!

És nosso para sempre, leão por dentro e por fora!

Forte abraço leonino e bem português!!!...

Azevedo - o traidor

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Traiu tudo e todos.

 

Traiu a história do Sporting.

Traiu os seus fundadores.

Traiu a génese do sportinguismo.

Traiu a memória colectiva do clube.

Traiu os antigos dirigentes.

Traiu os associados.

 

Um traidor.

 

 

Isto com processos, auditorias, expurgas, ofensas, calúnias, insinuações, mentiras, má-criação, etc.

 

 

Caros consócios, se continuarmos a ser coniventes com isto, estaremos todos a ser de um clube que não o verdadeiro e autêntico Sporting!

Porque os sportinguistas reagiram com indiferença a esta gravação?

Olhem, eu até respeito o ponto de vista do Ricciardi, mas acho que em condições normais esta questão é para ser debatida e reflectida entre todos, como é óbvio. É mais isso que me faz impressão.

 

Ninguém questionou o porquê do "croquette" do Ricciardi estar hoje na comissão de honra de Bruno de Carvalho, muito menos a possibilidade da maioria da SAD deixar de ser do Sporting. Nada.

 

Fosse Bruno de Carvalho o ainda especialista a falir empresas que procura um tacho no Sporting, não tenho dúvidas que esta gravação iria ser usada e abusada para fazer campanha e conota-la com o seu adversário.

 

Foi através desse tipo de postura que Bruno de Carvalho fez campanha de 2011 a 2013, e hoje ninguém questiona estas evidentes contradições.

 

Afinal, os sócios podem perder a possibilidade de interagirem nas decisões do clube. E os próprios sócios foram lá às urnas, se calhar não tanto para legitimarem em quem acreditam, mas para derrotar quem ousou dizer umas verdades na cara de Bruno de Carvalho!

 

Quando os sócios se deixam vender pela comunicação de Bruno de Carvalho, que é do tipo, "ou estás comigo ou estás contra o Sporting"; vender a SAD seja a quem for já passa quase despercebido.

 

Porque pior que vender a alma do clube a um "artista" que só engana quem quer ser enganado, não pode haver.

 

Se calhar é por estas e por outras que Ricciardi usa o termo "populaça" nessa mesma gravação, porque através da propaganda as pessoas podem ficar mentalmente-presas a um determinado discurso, e facilmente são enganadas.

Apesar de tudo, foram 4 anos em que aprendi muito

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Aprendi que não somos um clube diferente. Como qualquer clube de massas, estamos sujeitos a que nos aconteça de tudo um pouco. 

 

Aprendi isso sim, a valorizar ainda muito mais as origens do clube e o lema "esforço, dedicação, devoção e glória", e o quanto nos fazem falta.

 

Aprendi a ser ainda mais sportinguista. Apesar de renegar o presente, mantenho viva a esperança de um clube ganhador, moderno e civilizado, à imagem daquilo que os fundadores preconizaram.

 

Aprendi e constatei que antes "perdedor mas de cabeça erguida", que "perdedor, fanfarrão e malcriado".

 

Aprendi que nem todos nós somos "bons", como nem todos os adeptos do nosso rival são "maus", e que se calhar o "lampionismo" e o "neo-lampioguismo" devem ser tratados de igual modo.

 

Aprendi que a cultura-de-exigência passa por exigir verdade e coerência no discurso.

 

Aprendi que apesar de gostarmos de futebol e de sermos adeptos de um clube, há coisas muito, mas mesmo muito mais prioritárias na nossa vida.

 

Aprendi que não são as derrotas que me envergonham, mas a mentalidade perdedora, o estilo e a liderança.

 

Aprendi que o fanatismo e o extremismo nunca são o caminho, e que a paixão e a racionalidade podem coabitar. Basta que o amor ao clube se sobreponha.

 

Aprendi que um lambe-botas, será sempre um lambe-botas...

 

Aprendi que até pessoas de cultura podem ser levadas pela "onda".

 

Aprendi que "idolatria" é muito diferente de "sentir respeito".

 

Aprendi, pelos livros, as consequências dessa mesma "idolatria".

 

Aprendi que mais valerá bater no fundo de uma vez, que viver uma indignidade toda a vida.

 

Enfim, tanta coisa que aprendi e continuo a aprender... E aprendo ao ler, ao debater, ao vivenciar, ao constatar, ao ouvir o próximo, etc etc. Pois só quem "idolatra" é que não quer sequer ouvir mais nada.

 

Como tal, também aprendi que é preciso saber tirar o lado positivo de cada circunstância. Pois acredito que quando o poço não tiver mais "fundo", iremos nos saber unir novamente em torno de um símbolo, e não em torno de uma pessoa e das suas próprias características pessoais. Será uma lição que levaremos para sempre.

 

E também aprendi, que uma "coisa destas" terá que ter consequências... para que de uma vez por todas o clube fique blindado contra este género de fenómenos.

 

O tempo é mestre. Ele ensina, disciplina e fortalece.

A minha esperança reside ai.

 

 

 

 

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