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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Lembra-se do Lúcio Soares?

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Há precisamente 50 anos, Portugal convocou o defesa-central nascido em Belo Horizonte que marcou 35 golos em 103 jogos pelo Sporting

Portugal descobriu o Brasil em Abril de 1500, mas o Brasil só chegou a Portugal 460 anos depois. Muito antes de Celso (1976), Deco (2003), Pepe (2007) e Liedson (2009). Mais precisamente a 16 de Abril de 1960, quando Lúcio, nascido em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi convocado para a selecção nacional. Assim se abriu o precedente de que também fez parte David Julius, um sul-africano de Joanesburgo posteriormente conhecido como David Júlio.

Os dois jogavam no Sporting e foram chamados pela dupla José Maria Antunes (seleccionador) e Bela Guttmann (treinador de campo), numa altura em que o cargo do primeiro era mais pomposo que o segundo, embora este é que desse o treino e a táctica, além de falar aos jornalistas, como realmente aconteceu antes e depois deste jogo histórico na então RFA, em que a selecção jogou com nove portugueses, um brasileiro e um sul-africano.

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De pais portugueses, Lúcio era brasileiro (mineiro) de nascimento e veio para Portugal muito cedo. Tinha dupla nacionalidade, o que lhe permitiu jogar pela selecção nacional, embora naquele tempo ainda não houvesse problema em jogar por duas ou mesmo três selecções (Di Stéfano, por exemplo, foi internacional por Argentina, Colômbia e Espanha.)

 

 

No dia 16 de Abril de 1960, há 50 anos portanto, Lúcio recebeu a convocatória.


Com a alegria que as declarações documentam: "Nem me pergunte se isso me dá prazer. Estou feliz e honrado, mas sei que não sou o único. Lá longe, numa casinha em Niterói [arredores do Rio de Janeiro] onde deixei parte do meu coração, um homem e uma mulher devem ter chorado de alegria e de orgulho quando souberam que o filho tinha sido chamado para defender as cores de Portugal. Nasci no Brasil, sim, mas sou português de direito e de sangue. Sabe, é que eu não sou estrangeiro, não", exprimiu-se Lúcio num português abrasileirado perfeito.

 

Naquela altura, Lúcio era um dos destaques do Sporting, porque era baixo e mesmo assim ganhava bolas de cabeça a José Águas, o temível capitão/goleador do Benfica. E porque marcava golos como um avançado.

 

 

Na sua época de estreia, que coincidiu com a primeira internacionalização na selecção nacional, Lúcio marcou nada mais, nada menos que dez golos (sete no campeonato e três na Taça de Portugal), sete deles de grande penalidade. Aliás, este lance era a sua especialidade, de tão infalível que era (ao que parece, era uma espécie de fura-redes: bola para o meio e fé em Deus). Ao todo, entre 1959 e 1964, Lúcio somou a impressionante marca de 35 golos em 105 partidas.

 

No tal jogo particular com a RFA, em Ludwigshafen (onde Portugal chegou de autocarro via Frankfurt, depois de voar Lisboa-Paris e Paris-Frankfurt, a bordo da TAP), o húngaro Bela Guttmann - convidado pela Federação Portuguesa de Futebol a desempenhar a tal função de treinador de campo depois de se ter sagrado campeão nacional pelo FC Porto em 1958-59 - alinhou com Acúrsio (FC Porto) na baliza, Virgílio (FC Porto, capitão), Lúcio (Sporting) e Ângelo (Benfica) na defesa, Fernando Mendes e David Júlio (ambos Sporting) no meio-campo, Matateu (Belenenses), José Augusto, José Águas, Coluna e Cavém (todos do Benfica).

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Portugal perdeu 2-1 perante 70 mil espectadores (número recorde para alemães e portugueses), com golos de Uwe Seeler (vice-campeão mundial de selecções em 1966) aos 34', Helmut Rahn (campeão mundial de selecções em 1954) aos 62' e Cavém(bicampeão europeu de clubes em 1961 e 1962) aos 70'.

 

Lúcio jogou os 90 minutos e não se ficou por aí. Ainda fez mais quatro jogos pela selecção, o último deles curiosamente no Brasil (vitória canarinha por 2-1), em Maio de 1962.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais aqui

http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=L%C3%BAcio

“Não tenho adjetivos para o Cristiano Ronaldo. Não existem."

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Márcio Amoroso. 42 anos. Nascido em Brasília. Foi eleito o melhor jogador do Brasileirão de 1994 e ao longo da sua carreira como avançado passou por grandes clubes no Brasil, como o Flamengo, São Paulo, Corinthians e Grêmio, além de ter jogado em igualmente grandes equipas internacionais como o Udinese, Parma e AC Milan de Itália, o Borussia Dortmund da Alemanha e o Málaga de Espanha. O brasileiro falou à Tribuna Expresso e fez uma espécie de retrospetiva sobre a sua carreira: clubes onde jogou, as saudades que ficam, e o jogo desta noite do Borussia Dortmund. Teve ainda tempo de nos contar sobre o desejo de um dia conhecer Cristiano Ronaldo, de falar sobre a admiração que nutre por Rui Costa e deixou os palpites para o Mundial de 2018.

 

Como antigo avançado, que adjetivos encontra para Cristiano Ronaldo que acabou de chegar aos 100 golos na Liga dos Campeões?


Não tenho adjectivos para o Cristiano Ronaldo... Não existem. Acho que é um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Além de um profissional correto, dedicado na profissão, é um atleta que um dia gostaria de ter a oportunidade de o conhecer pessoalmente, pelo carácter, pela bondade que tem e por ser alguém que ajuda muitas pessoas. Ele tem todo o mérito de chegar aos 100 golos, sem dúvida porque a cada dia ele quer sempre melhorar. Algo que faz dele o melhor jogador do mundo da actualidade. Só tenho de agradecer por ter visto o Cristiano Ronaldo jogar ao mais alto nível. É um grande privilégio.

Ficou surpreendido com a conquista do Europeu por parte de Portugal?
Portugal tem uma grande seleção. Tem jogadores experientes, jogadores que estão acostumados a grandes competições. É uma seleção de grande respeito. É um país forte, um país muito acolhedor e Portugal teve mérito de ter conseguido fazer o golo da vitória na final e de ter garantido o título de Campeão Europeu. É uma seleção que tem melhorado muito nos últimos anos e acredito que se deva também ao crescimento do Cristiano Ronaldo como jogador.

Podem ganhar a Taça das Confederações?
Acredito que sim. Entram como uma das seleções favoritas por ser uma seleção de grandes jogadores e se todos estiverem em grandes condições físicas, pode ser uma séria candidata.

E no Mundial, há hipóteses?
No Mundial vai depender de como os atletas portugueses vão chegar, porque quando se joga ao mais alto nível, e se joga em equipas candidatas nas suas ligas, chega-se ao Mundial um pouco mais degastados. Por isso o alto rendimento vai pesar muito. Mas é uma seleção que tem jogadores que, se fizerem uma bela primeira fase, entram com muita força nos oitavos de final. É muito importante primeiro conseguir a qualificação e depois poderão ter chance de lutar pelo título.

Fonte

Começo-me a sentir cada vez mais adepto da Selecção em detrimento do Sporting

                                                                                                                       

Desde há uns anos a esta parte que vinha a sentir de certa forma um menor entusiasmo relativamente à Selecção Nacional.

 

Talvez porque me habituei "mal" com a geração de ouro. Mas uma geração que nada ganhou.

 

Apesar de Portugal ter ganho o Euro 2016, a verdade é que no decorrer da competição não fomos nada por ai além. Mas ganhamos.

 

Mas se há algo que nunca me passou pela cabeça, era que um presidente tivesse a capacidade de fazer com que eu começasse a sentir o mesmo relativamente à equipa principal do Sporting.

 

Hoje começo a perceber através da actual realidade do Sporting que a Selecção personifica o verdadeiro futebol. O futebol em que não se ouve falar em dirigentes, e que é inteiramente focado nos jogadores, com o apoio de todos os adeptos portugueses.

 

Aliás, assistir a um jogo da Selecção Nacional em solo português é já de si uma delicia pelo ambiente nas bancadas. Um ambiente familiar em que todos se respeitam.

 

Antes, apesar do Sporting ter sido sempre debatido, tenho a ideia que havia respeito entre todos, apesar das opiniões divergentes. Ninguém era "expurgado" nem processado. 

 

Enquanto clube o Sporting dáva-se minimamente ao respeito, e, lá está, o foco estava em sofrer Domingo a Domingo com os jogos do Sporting, única e exclusivamente preocupados com a performance dos jogadores, ou a discutir as opções do treinador. Coisas de adeptos... Normal.

 

Hoje aparenta ser normal um presidente sentar-se no banco de suplentes e só dar a cara perante os adeptos quando lhe convém. O foco actualmente está nele e nas suas palhaçadas quase diárias. E isso não pode ser o Sporting.

 

Veja-se o que disse o Bas Dost há uns dias:

 

"O presidente senta-se no banco em todos os jogos. Eu nunca via o presidente do Wolfsburgo, por exemplo. Via uma vez por ano, na festa de Natal. Aqui [no Sporting], o presidente está quase sempre no treino, só falta ser ele a dá-lo, porque de resto está quase sempre lá. Tivemos eleições presidenciais há pouco tempo e foi um circo", afirmou o internacional holandês, em entrevista ao Dagblad van het Noorden."

 

Para mim não deixa de ser surpreendente como os sócios e adeptos não se desgastam com o actual paradigma!

 

Eu se quiser ver bom futebol vejo a Liga Espanhola, a Liga Inglesa, ou a Liga dos Campeões. 

 

Não deixo de ser sportinguista, mas sinto-me cada vez mais distante...

 

 

 

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