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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

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Os desabafos de fiéis Leões

Beira-Mar vs Sporting de 1993\1994 - Uma vitória que nos permitiria sonhar

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Nos célebres 18 anos de jejum, a época de 1993-1994 foi talvez a única que nos permitiu sonhar com o título.

 

Balakov, Figo, Peixe, Paulo Sousa, Capucho, Pacheco ou Cadete, eram algumas das estrelas de uma fantástica equipa.

 

À entrada da 29º jornada o Sporting estava na 2º posição a 2 pontos do Benfica (na época uma vitória valia apenas 2 pontos), e o foco já estava fundamentalmente no Sporting-Benfica da jornada seguinte.

 

O Benfica empata na Luz com o Estrela da Amadora, o que faria acrescer ainda mais a motivação de ganhar ao Beira-Mar, pois assim, na jornada seguinte em Alvalade, o Sporting teria a oportunidade de ouro de se isolar na frente do campeonato a 4 jornadas do fim.

 

 

 

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O infeliz desfecho é conhecido... Mas escrevo este artigo porque amanhã passará na RTP Memória esse Beira-Mar - Sporting, e é uma oportunidade de recordar as emoções de um jogo protagonizado por um grande conjunto de jogadores que naquele dia permitiram a toda a família leonina sonhar com a conquista do título 12 anos depois. Afinal, recordar é viver.

 

Bom fim-de-semana.

Lembra-se do Lúcio Soares?

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Há precisamente 50 anos, Portugal convocou o defesa-central nascido em Belo Horizonte que marcou 35 golos em 103 jogos pelo Sporting

Portugal descobriu o Brasil em Abril de 1500, mas o Brasil só chegou a Portugal 460 anos depois. Muito antes de Celso (1976), Deco (2003), Pepe (2007) e Liedson (2009). Mais precisamente a 16 de Abril de 1960, quando Lúcio, nascido em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi convocado para a selecção nacional. Assim se abriu o precedente de que também fez parte David Julius, um sul-africano de Joanesburgo posteriormente conhecido como David Júlio.

Os dois jogavam no Sporting e foram chamados pela dupla José Maria Antunes (seleccionador) e Bela Guttmann (treinador de campo), numa altura em que o cargo do primeiro era mais pomposo que o segundo, embora este é que desse o treino e a táctica, além de falar aos jornalistas, como realmente aconteceu antes e depois deste jogo histórico na então RFA, em que a selecção jogou com nove portugueses, um brasileiro e um sul-africano.

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De pais portugueses, Lúcio era brasileiro (mineiro) de nascimento e veio para Portugal muito cedo. Tinha dupla nacionalidade, o que lhe permitiu jogar pela selecção nacional, embora naquele tempo ainda não houvesse problema em jogar por duas ou mesmo três selecções (Di Stéfano, por exemplo, foi internacional por Argentina, Colômbia e Espanha.)

 

 

No dia 16 de Abril de 1960, há 50 anos portanto, Lúcio recebeu a convocatória.


Com a alegria que as declarações documentam: "Nem me pergunte se isso me dá prazer. Estou feliz e honrado, mas sei que não sou o único. Lá longe, numa casinha em Niterói [arredores do Rio de Janeiro] onde deixei parte do meu coração, um homem e uma mulher devem ter chorado de alegria e de orgulho quando souberam que o filho tinha sido chamado para defender as cores de Portugal. Nasci no Brasil, sim, mas sou português de direito e de sangue. Sabe, é que eu não sou estrangeiro, não", exprimiu-se Lúcio num português abrasileirado perfeito.

 

Naquela altura, Lúcio era um dos destaques do Sporting, porque era baixo e mesmo assim ganhava bolas de cabeça a José Águas, o temível capitão/goleador do Benfica. E porque marcava golos como um avançado.

 

 

Na sua época de estreia, que coincidiu com a primeira internacionalização na selecção nacional, Lúcio marcou nada mais, nada menos que dez golos (sete no campeonato e três na Taça de Portugal), sete deles de grande penalidade. Aliás, este lance era a sua especialidade, de tão infalível que era (ao que parece, era uma espécie de fura-redes: bola para o meio e fé em Deus). Ao todo, entre 1959 e 1964, Lúcio somou a impressionante marca de 35 golos em 105 partidas.

 

No tal jogo particular com a RFA, em Ludwigshafen (onde Portugal chegou de autocarro via Frankfurt, depois de voar Lisboa-Paris e Paris-Frankfurt, a bordo da TAP), o húngaro Bela Guttmann - convidado pela Federação Portuguesa de Futebol a desempenhar a tal função de treinador de campo depois de se ter sagrado campeão nacional pelo FC Porto em 1958-59 - alinhou com Acúrsio (FC Porto) na baliza, Virgílio (FC Porto, capitão), Lúcio (Sporting) e Ângelo (Benfica) na defesa, Fernando Mendes e David Júlio (ambos Sporting) no meio-campo, Matateu (Belenenses), José Augusto, José Águas, Coluna e Cavém (todos do Benfica).

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Portugal perdeu 2-1 perante 70 mil espectadores (número recorde para alemães e portugueses), com golos de Uwe Seeler (vice-campeão mundial de selecções em 1966) aos 34', Helmut Rahn (campeão mundial de selecções em 1954) aos 62' e Cavém(bicampeão europeu de clubes em 1961 e 1962) aos 70'.

 

Lúcio jogou os 90 minutos e não se ficou por aí. Ainda fez mais quatro jogos pela selecção, o último deles curiosamente no Brasil (vitória canarinha por 2-1), em Maio de 1962.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais aqui

http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=L%C3%BAcio

Memória - uma conversa de 2002 entre benfiquistas no relvado.pt sobre o porquê de terem permitido que Vale e Azevedo destruísse o Benfica

 

Eu também vi o mesmo programa e senti o mesmo. Os Benfiquistas deixaram que Vale e Azevedo arruinasse o clube, ainda hoje alguns o apoiam com unhas e dentes. 

Mas porque razão este apoio foi tão cego? Todos sabemos que os benfiquistas consideram que são os homens do norte nomeadamente Pinto da Costa e a Olivedesportos que fazem o sistema do futebol português,(atenção isto é o que a maior parte pensa e diz) essa "certeza" aumentou numa fase em que o FCPorto ganhava o titulo todos os anos. Vale Azevedo aproveitou esse facto para abrir as hostilidades em relação a Pinto da Costa e Olivedesportos, é óbvio que os sócios o adoroaram, porque afinal na opinião deles, aquele era o homem que não tinha medo de nada nem de ninguém e iria acabar com o tal sistema.
Desta forma, conseguia justificar todas acusações que lhe faziam, como uma cabala organizada por esse sistema,´pois ele estava a incomodar poderes instalados, logo a melhor maneira de se manterem nos seus lugares, era denegrir a imagem do homem que pretendia lutar contra o sistema.
Lembro-me que Vale Azevedo era quase um deus para os sócios benfiquistas, quase todos o adoravam, porque achavam que ele era capaz de enfrentar Pinto da Costa ao contrário de outros ex presidentes que acabavam por se aliar a ele, como Manuel Damásio.
Nessas assembleias em que a democracia não existia, os que tinham os olhos abertos e queriam mostrar aos sócios o presidente que eles tinham, não podiam falar, pois esses sócios que apoiavam Vale Azevedo, não deixavam eles falar insultando-os, pois consideravam que quem fosse contra Vale Azevedo era a favor de Pinto da Costa, logo Anti-Benfiquistas.
Cheguei a ouvir Vale Azevedo a dizer que muitos sócios não eram benfiquistas, chegou até a falar de nomes de aguias de ouro e de ex-presidentes, e mesmo assim todos o apoiavam.
A paixão pelo futebol pode cegar as pessoas, e quando um homem tem o dom da oratória pode acontecer o que aconteceu no SLBenfica.

#Relvado

 

Fonte: Leia mais aqui: http://relvado.aeiou.pt/benfica/vale-azevedo-2

 

 

 

PS: http://ocantinhodealkmaar.blogs.sapo.pt/azevedos-de-hoje-e-de-outrora-1321

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