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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Momento de nostalgia

 

Pedro Barbosa esteve ligados às últimas grandes conquistas do futebol do Sporting. Daqueles jogadores que marcam uma geração. 

Conseguiu:

 

- 2 Campeonatos

- 1 Taça de Portugal

- Finalista da Taça UEFA

 

Num tempo em que a internet pouca relevância tinha no futebol, e mal havia canais de informação ou de clubes!

 

O ambiente para o adepto era mais saudável, e o que ficava na retina eram jogadores como o Pedro Barbosa. 

 

Em 10 ou 15 anos as coisas evoluíram demasiado... evoluíram para pior. Aliás, o Sporting é que não se soube adaptar aos novos tempos.

 

Hoje o que fica na retina são as saraivadas ou as carvalhadas... 

 

Um grande obrigado a talentos como o Pedro Barbosa, que esses sim, são capazes de converter verdadeiros adeptos!

Beira-Mar vs Sporting de 1993\1994 - Uma vitória que nos permitiria sonhar

figo.jpg

 

Nos célebres 18 anos de jejum, a época de 1993-1994 foi talvez a única que nos permitiu sonhar com o título.

 

Balakov, Figo, Peixe, Paulo Sousa, Capucho, Pacheco ou Cadete, eram algumas das estrelas de uma fantástica equipa.

 

À entrada da 29º jornada o Sporting estava na 2º posição a 2 pontos do Benfica (na época uma vitória valia apenas 2 pontos), e o foco já estava fundamentalmente no Sporting-Benfica da jornada seguinte.

 

O Benfica empata na Luz com o Estrela da Amadora, o que faria acrescer ainda mais a motivação de ganhar ao Beira-Mar, pois assim, na jornada seguinte em Alvalade, o Sporting teria a oportunidade de ouro de se isolar na frente do campeonato a 4 jornadas do fim.

 

 

 

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O infeliz desfecho é conhecido... Mas escrevo este artigo porque amanhã passará na RTP Memória esse Beira-Mar - Sporting, e é uma oportunidade de recordar as emoções de um jogo protagonizado por um grande conjunto de jogadores que naquele dia permitiram a toda a família leonina sonhar com a conquista do título 12 anos depois. Afinal, recordar é viver.

 

Bom fim-de-semana.

Lembra-se do Lúcio Soares?

Lúcio0001.jpg

 

Há precisamente 50 anos, Portugal convocou o defesa-central nascido em Belo Horizonte que marcou 35 golos em 103 jogos pelo Sporting

Portugal descobriu o Brasil em Abril de 1500, mas o Brasil só chegou a Portugal 460 anos depois. Muito antes de Celso (1976), Deco (2003), Pepe (2007) e Liedson (2009). Mais precisamente a 16 de Abril de 1960, quando Lúcio, nascido em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi convocado para a selecção nacional. Assim se abriu o precedente de que também fez parte David Julius, um sul-africano de Joanesburgo posteriormente conhecido como David Júlio.

Os dois jogavam no Sporting e foram chamados pela dupla José Maria Antunes (seleccionador) e Bela Guttmann (treinador de campo), numa altura em que o cargo do primeiro era mais pomposo que o segundo, embora este é que desse o treino e a táctica, além de falar aos jornalistas, como realmente aconteceu antes e depois deste jogo histórico na então RFA, em que a selecção jogou com nove portugueses, um brasileiro e um sul-africano.

Lucio.jpg

 

De pais portugueses, Lúcio era brasileiro (mineiro) de nascimento e veio para Portugal muito cedo. Tinha dupla nacionalidade, o que lhe permitiu jogar pela selecção nacional, embora naquele tempo ainda não houvesse problema em jogar por duas ou mesmo três selecções (Di Stéfano, por exemplo, foi internacional por Argentina, Colômbia e Espanha.)

 

 

No dia 16 de Abril de 1960, há 50 anos portanto, Lúcio recebeu a convocatória.


Com a alegria que as declarações documentam: "Nem me pergunte se isso me dá prazer. Estou feliz e honrado, mas sei que não sou o único. Lá longe, numa casinha em Niterói [arredores do Rio de Janeiro] onde deixei parte do meu coração, um homem e uma mulher devem ter chorado de alegria e de orgulho quando souberam que o filho tinha sido chamado para defender as cores de Portugal. Nasci no Brasil, sim, mas sou português de direito e de sangue. Sabe, é que eu não sou estrangeiro, não", exprimiu-se Lúcio num português abrasileirado perfeito.

 

Naquela altura, Lúcio era um dos destaques do Sporting, porque era baixo e mesmo assim ganhava bolas de cabeça a José Águas, o temível capitão/goleador do Benfica. E porque marcava golos como um avançado.

 

 

Na sua época de estreia, que coincidiu com a primeira internacionalização na selecção nacional, Lúcio marcou nada mais, nada menos que dez golos (sete no campeonato e três na Taça de Portugal), sete deles de grande penalidade. Aliás, este lance era a sua especialidade, de tão infalível que era (ao que parece, era uma espécie de fura-redes: bola para o meio e fé em Deus). Ao todo, entre 1959 e 1964, Lúcio somou a impressionante marca de 35 golos em 105 partidas.

 

No tal jogo particular com a RFA, em Ludwigshafen (onde Portugal chegou de autocarro via Frankfurt, depois de voar Lisboa-Paris e Paris-Frankfurt, a bordo da TAP), o húngaro Bela Guttmann - convidado pela Federação Portuguesa de Futebol a desempenhar a tal função de treinador de campo depois de se ter sagrado campeão nacional pelo FC Porto em 1958-59 - alinhou com Acúrsio (FC Porto) na baliza, Virgílio (FC Porto, capitão), Lúcio (Sporting) e Ângelo (Benfica) na defesa, Fernando Mendes e David Júlio (ambos Sporting) no meio-campo, Matateu (Belenenses), José Augusto, José Águas, Coluna e Cavém (todos do Benfica).

Lucio Soares.png

 

 

Portugal perdeu 2-1 perante 70 mil espectadores (número recorde para alemães e portugueses), com golos de Uwe Seeler (vice-campeão mundial de selecções em 1966) aos 34', Helmut Rahn (campeão mundial de selecções em 1954) aos 62' e Cavém(bicampeão europeu de clubes em 1961 e 1962) aos 70'.

 

Lúcio jogou os 90 minutos e não se ficou por aí. Ainda fez mais quatro jogos pela selecção, o último deles curiosamente no Brasil (vitória canarinha por 2-1), em Maio de 1962.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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