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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

O que esperar dos "grandes" neste campeonato?

De forma muito resumida vou dizer o que penso e o que acho que se vai suceder neste campeonato.

 

Benfica

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O Benfica é o actual Tetracampeão e isso só por si dá-lhe uma maior dose de favoritismo.

 

A confiança e o hábito de vencer estão lá, e esta é a oportunidade de uma vida de igualar o "penta" do FC Porto para depois pensar-se num inédito "hexa" na história do futebol português. 

 

Na prática até acredito que ficarão um bocadinho mais fracos, já que na defesa saiu Ederson, Lindelof e Nelson Semedo.

 

Mas do meio-campo para a frente a equipa é a mesma e as rotinas estão lá. O meio-campo dá garantias e na frente há muita qualidade. É até a equipa dos "grandes" com melhor banco.

 

Se a defesa é importante, também é certo que na maior parte dos jogos o mais difícil é marcar o primeiro golo. Ora quem tem Jonas, Mitroglou, Rimenez e Seferovic...

 

Isto é suficiente para pelo menos lutarem pelo titulo até à última jornada.

 

 

FC Porto

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Se na época passada foi o FC Porto quem apesar de tudo lutou com o Benfica pelo titulo, pelo futebol que tem vindo a praticar desde a pré-época, creio que desta vez vai dar luta até ao último instante da Liga. Este FC Porto recomenda-se.

 

Sporting

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Não poderá ser pelos jogadores ou pelo treinador que o Sporting não fará melhor relativamente à época passada. Afinal, nunca se gastou tanto dinheiro no plantel e no treinador como nos últimos 3 anos.

 

O que poderá impossibilitar o Sporting de se afirmar, é uma "estrutura" que nem no Limianos teria lugar.

 

- Um presidente que antes não passava de um especialista a falir empresas, que tem hoje como prioridade gerir a sua imagem junto dos adeptos, pois o que lhe interessa é manter o emprego (e sabe-se lá mais o quê...).

- Um director-desportivo que não passa de um "puto" sem qualquer passado.

- Um director de comunicação que sonha com gnomos.

 

O resto são outros tantos miúdos e desempregados da mesma estirpe, tanto nas redes-sociais, na Sporting TV, etc.

 

Bem sei que com este artigo o seu autor pode assim ser apelidado de "híbrido" (assim como Nuno Saraiva fez com Nicolau Santos), mas aqui o foco está em todo o lado menos nos jogadores e no treinador.

 

Sinceramente, não, não acredito (nem me revejo) num Sporting forte dirigido por gente que mais parecem os irmãos metralha!

 

 

 

Nota: Como o futebol e o Sporting são no fundo somente um hobby e um escape, confesso que preciso de me refugiar por uns tempos deste passatempo.

 

Deixo o blog nas mãos da outra pessoa que comigo colabora (se assim não fosse teria continuado com o blog do Cantinho).

 

Daqui a uns tempos veremos se tenho ou não razão. 

 

Pedro Neves 

Benfica - Um irritante sentimento de impunidade

 

Como eu já disse num post anterior, penso que o futebol português precisa de alterações a vários níveis para que este género de polémicas envolvendo os tais emails possam ter consequências práticas.

 

De qualquer modo aqueles emails demonstram quem tem tido o domínio dos bastidores do futebol português. Mas nada que não se tivesse já percebido...

 

Existe até um sentimento de impunidade. Tanto é assim, que o Pedro Guerra faz-se de esquecido, Filipe Vieira nada desmente, e o departamento de comunicação do Benfica ainda brinca com a situação!

 

 

Quem não se lembra do famoso campeonato do #Colinho da época de 2014-2015? Um campeonato matematicamente conquistado por erros de arbitragem, tendo também o Benfica querido desvalorizar recorrendo a uma outra chico-espertice que indignou já na altura quem gosta de futebol! 

 

 

 

PS: É também por isto que sou anti-Bruno de Carvalho, pois o Sporting não se pode definitivamente transformar naquilo que sempre repudiamos!

Porque será que escutas ou emails pouco ou nada servem para provar corrupção?

                

Penso que a arbitragem deveria ser um órgão totalmente independente à FPF e à Liga de Clubes. Para se ser presidente destes órgãos desportivos é necessário o apoio dos clubes, logo, um clube ao apoiar uma determinada candidatura, poderá esperar benefícios para sim. Pelo menos existem condições para isso relativamente à arbitragem.

 

Ora, se as nomeações, as classificações, etc, passam pela FPF, não haverá assim legitimidade para um clube que apoiou a candidatura vencedora (ou até não) sentir que se pode intrometer nas decisões? É do tipo: "se não for à nossa maneira, deixas de ter o nosso apoio".

 

Se toda a estrutura da arbitragem fosse totalmente independente à FPF, ai sim, não haveria legitimidade para apoios ou pressões. E não havendo essa legitimidade, não poderia haver dúvidas quanto ao desfecho de casos que envolvam eventuais pressões ou promiscuidades.

 

Se calhar, até mais valia isto que o vídeo-árbitro...

Teremos de morrer para que nos juntemos todos?

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Juntos por todos. Falemos de futebol. Falemos de desporto. Quantos mais mortes teremos de ter no desporto para que se juntem os líderes dos principais clubes em Portugal?

Pode parecer banal ou ridículo falar-se em desporto quando 64 pessoas perderam a vida, não a dar um chuto numa bola, não em qualquer estádio, não no estado de adepto ou de sócio em guerrilha, mas na sua estada na estrada da vida. Por um raio, tantos raios, por um fogo, tantos fogos, por um vento, tantos ventos.

Hoje contribuímos para todos, fossem ou sejam eles do Sporting, Benfica, Porto ou Pedrógrão Grande.

Teremos de morrer para que nos juntemos todos? Terão de morrer mais? Não foram muitos os que morreram já? Nos fogos, nos estádios ou nas imediações?

Assistimos a uma guerra nunca vista no desporto português. Tantos rastilhos, tanto mato, tantos fogos, tanta merda. De parte a parte. Da minha parte, que acabem com esta merda.

Temos dirigentes desportivos que incitam a violência, o ódio, a ofensa gratuita. Castigados por instâncias disciplinares, desobedecem com despudor.

Mas não estão sós. Adeptos vulneráveis ciosos por pertencerem a algo, vão na onda da falácia. O bem e os bons de um lado. O mal, os maus, feios, porcos e nojentos de outro. Ambos populares, ambos populistas.

Somos uma nação que descobriu e conheceu Mundo. País solarengo à beira mar plantado. Povo pacifico, amistoso, empático, acolhedor.

No desporto e no desporto Rei em particular somos Campeões Europeus, Ronaldo o desportista mais premiado, valioso e reconhecido do Mundo, Mourinho um dos melhores (o melhor?).

Os nossos dirigentes? Dos piores do Mundo. Corrompem, agridem, cospem, ofendem, criticam, condenam, desrespeitam!

Legitimados por eleições, sentem-se inatingíveis por regras, leis ou justiça. Deuses no seu trono, líderes das suas tribos.

Apoiados pelos boys da fina flor prestam-se a tudo para um aplauso, um like ou uma selfie. Se o apoio da fina flor menos ou mais fraudulenta é garantido, é nas massas que encontram mais votos, nas claques. São estes, os mais pobres e desprotegidos, quem os alimenta.

E o P.R. Marcelo que nada faz. Até que morram uns quantos.

 

A perplexidade de não ter sido um grunho do norte a lançar a primeira tocha - opinião de Carlos Tê

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Estava escrito nos editorais que aos broncos nortenhos estava destinada a autoria do primeiro acto trágico do futebol português.

Os ingleses chamam-lhe "bias". Significa influenciar o modo de contar uma história, distorcê-la para favorecer um ponto de vista ou reforçar um preconceito. "Bias" é parente do viés português, que quer dizer esguelha, soslaio, enviesar, mas o verbo manipular é o que mais se aproxima  do tal "bias", embora sem a mesma leveza.

Vem isto a propósito da morte do adepto do Sporting nas imediações do Estádio da Luz.

Durante anos, desde que há Imprensa livre e sobretudo desde que há televisão privada, a opinião pública foi sendo preparada para a eventualidade de a primeira morte entre adeptos acontecer às mãos dum adepto do Porto.

Cada escaramuça, cada distúrbio numa estação de serviço da A1 continha em si o eco premonitório da tragédia, ao passo que os mesmos factos a sul eram objecto de tratamento menos histérico. Nos anos noventa havia quem jurasse em Lisboa que Pinto da Costa se movimentava escoltado por capangas de Kalashnikov, e que a polícia fechava os olhos por medo.

A ideia duma violência cega, exclusiva do Porto, enquanto a de outros se situava no limite do desmando tolerável, encontrou terreno fértil e ascendeu ao tabuleiro do mito urbano. Como se trezentos quilómetros bastassem para criar o abominável grunho do norte e o inócuo grunho do sul, mais concretamente da Segunda Circular. Ou como se o grunho do futebol não fosse uma categoria sociológica universal, de Buenos Aires a Moscovo, mas uma bizarria indígena que medra a norte do sistema Montejunto-Estrela, como um cardo bravio.

Estava escrito nos editorais que aos broncos nortenhos estava destinada a autoria do primeiro acto trágico do futebol português. Mas, por ironia macabra, ele aconteceu numa final de Taça entre Benfica e Sporting.

Lisboa indignou-se, desdobrou-se em condenações e votos de pedagogia, mas, lá no fundo, essa Lisboa remoeu a perplexidade de não ter sido um grunho do norte a lançar a primeira tocha. Recentemente, quando um árbitro foi agredido sem dó num jogo do Canelas, a cena passou em "loop" na televisão até à náusea - por certo com fins profiláticos. Ou talvez não se tratasse de profilaxia, nem de defesa da arbitragem, nem de responsabilização dos clubes, mas de cupidez noticiosa pela ligação do agressor a uma claque do Porto.

Agora, perante a morte deste adepto, o país jornalístico, ciente do peso da sua clientela maioritária, exibe uma espécie de embaraço etnocêntrico e remete-se a uma contenção responsável. Estivesse um grunho do Porto sob suspeita num caso semelhante e quase aposto que circulariam já imagens provenientes de misteriosas fugas na investigação policial.

Lembrei-me daquela senhora de Oeiras num qualquer telejornal, quando os jovens finalistas causaram estragos em Torremolinos. Dizia ela, com a distinção de que só as damas da Linha são capazes, que tinha falado com o filho ao telefone, tendo ele garantido que tudo aquilo era obra dum pequeno grupo do norte. E por causa desses pecadores pagavam os justos do sul. Ah, o norte, esse grosseirão sem emenda.

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Carlos Tê tem uma certa razão e não tem ao mesmo tempo.

Ou seja, tem razão porque efectivamente, os casos de morte aconteceram na capital e ambos causados por adeptos do Benfica.

Não tem razão (em maior escala), porque a violência no futebol e em outras modalidades, também acontece no norte. Que não se aproveite para destilar veneno a respeito da rivalidade norte/sul. Complexos de inferiroridade ou mania da perseguição??

No norte, no sul, no litoral, no interior, a leste e a oeste. há gente bem e mal formada! O modo com se encara o desporto, é um excelente meio para se medir a dimensão do carácter!! E esse não está à venda, tem-se ou não.

E do Norte a Sul, há 'grunhos', infelizmente.

Mudem as leis, tenham mão pesada, que a GRUNHICE acaba num instante!

A cartilha, os insultos, as queixinhas e os irresponsáveis - por Pedro Candeias!

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Andamos nisto: os insultos, as queixas da arbitragem, os apertos e as agressões aos árbitros, as cartilhas e os comentadores que interpretam papéis como atores do método.

Há três teorias que podem explicar isto: alguém acha que isto funciona ou isto realmente funciona; ou, então, alguém quer fazer-nos acreditar que isto funciona e à falta de uma contraprova científica continua-se o joguinho a que todos convencionámos chamar spinning.

Das três, prefiro esta, porque há aqui um racional bem portuguesinho: a desresponsabilização. Quando a equipa perde, culpa-se o árbitro, alerta-se para a manha do malandro do adversário, esmiúçam-se lances em super-slow-motion no Twitter e no Facebook para troll comentar, escrevem-se notas para os comentadores e estes amplificam a mensagem – e, puff, em menos de um dia estão esquecidos os erros e as falhas, e, afinal, é tudo um grande logro, um embuste, uma vergonha, etcetera, etcetera.

Dito assim e levado à letra, tornar-se-ia irrelevante o trabalho de quem trabalha nisto, porque o jogador escusava de jogar porque está tudo feito para o rival ganhar, e o treinador não precisava de treinar porque, lá está, isto está feito para o rival ganhar.

Só que quem não recebe para estar no futebol, mas que paga para o ver, entra numa encruzilhada: os que gostam de forma desapaixonada tendem a afastar-se do jogo, fartos do ruído, da histeria e do constante passa-culpa; os fanáticos, os irrazoáveis, gostarão cada vez mais, porque o discurso agressivo lhes cai no goto e lhes alimenta a rivalidade, transformando-a em ódio.

E como o ódio é irrazoável e a irrazoabilidade leva à violência, as coisas ruins acontecem - e quando as coisas ruins acontecem, alguém é, normalmente, responsabilizado num mundo civilizado.

Só que ninguém é. E aí voltamos à desculpabilização, como se os insultos e as insinuações e as acusações e as comparações e as metáforas e as alegorias fossem apenas palavras inconsequentes e não ajudassem a montar o circo que é o futebol português.

 Tribuna Expresso

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