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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Tentar perceber o fenómeno do brunismo do ponto de vista psicológico\sociológico

Hoje não há meio-termo. Embora o "brunismo" esteja representado por 86% de sócios, o que é facto, é que hoje em dia o adepto do Sporting ou apoia de forma cega o actual presidente, ou já nem sequer lhe dá crédito para o sequer ver à frente! Não há debate.

 

Em 2013 para além do futebol do Sporting estar a atravessar a maior crise da sua história, não éramos campeões há 11 anos!

 

Isto possibilitou as condições perfeitas para um desempregado (talvez financeiramente apoiado pelo seu psiquiatra Daniel Sampaio) montar uma estratégia de propaganda interna, nomeadamente nas redes-sociais, onde aqueles adeptos mais jovens (pagos ou não-pagos) foram repetindo várias vezes as mesmas falácias até se tornarem "verdade".

 

E depois do poder "assaltado", a estratégia de comunicação-interna reforçou-se ainda mais. É tudo dele, basicamente.

 

Só isso explica que num Circo de 4 anos em que apenas se venceu 1 Taça de Portugal, esse mesmo Circo tenha saído ainda mais reforçado relativamente às eleições de 2013!

 

Como já referi, as "condições" que possibilitaram que um desempregado pudesse "assaltar" o poder ainda se fazem sentir.

 

O que está aqui em causa é a possibilidade do Sporting voltar a ser campeão nacional. E independentemente do Circo dos últimos 4 anos, teoricamente, o Sporting está hoje com muito maior probabilidade de o ser relativamente aos anos pré-Bruno de Carvalho.

 

Isso é o que lhes basta. Mesmo que isto seja um grande Circo que em 4 anos apenas venceu 1 Taça de Portugal pelo treinador que não vestiu o fato!

 

Como é evidente, a nível desportivo o Sporting tornou-se muito fraco, e foi isso que possibilitou que o clube se tornasse "pequeno". E essa "pequenez" é notória no dia a dia...

 

Nestes 4 anos alguma blogosfera como o Camarote Leonino ou o Dia do Clube bem expuseram situações graves, mas que foram tidas como "normais" pela maioria dos adeptos. A exigência não existe. O que existe é a esperança que continuando a perder ou não, um presidente "diferente" do que estávamos habituados, pode finalmente pôr o Sporting a vencer com regularidade. Nem sequer querem pensar. Esses autores se tivessem poupado as teclas do teclado, estas, teriam agradecido!

 

Há 10 ou 15 anos seria impensável que 4 anos "disto" pudessem reeleger um presidente com 86% de votos num clube "grande" como era o Sporting de então (sim, ganhamos campeonatos, taças e fomos a uma final europeia)!

 

Quando alguma dessa blogosfera compara este fenómeno com Vale e Azevedo, não é do acaso. Eu próprio já escrevi um artigo a comparar a gestão de ambos os "Azevedos".

 

O Benfica de Manuel Damásio estava fraco a nível desportivo e financeiro, é verdade. Mas em 1997, quando Vale e Azevedo consegue "assaltar" o poder, na prática, o Benfica só vinha de 3 anos sem vencer o campeonato, e até venceu a Taça de Portugal no ano anterior contra o Sporting.

 

Nada que não possibilitasse (ainda que a muito custo) que alguns notáveis como Torres Couto, Jaime Antunes, António Figueiredo ou Abílio Rodrigues fizessem oposição durante 3 anos, criando condições para que surgisse uma alternativa que pudesse "dar luta" nas eleições de 2000.

 

Já o passado recente do Sporting no pré-Carvalho é de tal forma mau, que assim de repente só me ocorre Rui Barreiro, como o homem que tentou fazer uma oposição concertada, mas com muito pouco impacto perante as actuais e difíceis circunstâncias.

 

Quando uso o termo "Circo", é porque é de facto aquilo que eu sinto relativamente a este Sporting. Escuso de referir "pormenores", pois aqui na blogosfera não faltam alguns blogs (como este) que têm especificado as suas posições relativamente a esta forma de actuar.

 

Pessoalmente vou mais longe: hoje o que me liga ao Sporting é este interesse de ver até que ponto esta bola de neve pode crescer e tornar-se num monstro que levará muitos e muitos anos para ser travado.

 

Pois emocionalmente pouco me dizem as palhaçadas e o público que as aplaude!...

Apesar de tudo, foram 4 anos em que aprendi muito

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Aprendi que não somos um clube diferente. Como qualquer clube de massas, estamos sujeitos a que nos aconteça de tudo um pouco. 

 

Aprendi isso sim, a valorizar ainda muito mais as origens do clube e o lema "esforço, dedicação, devoção e glória", e o quanto nos fazem falta.

 

Aprendi a ser ainda mais sportinguista. Apesar de renegar o presente, mantenho viva a esperança de um clube ganhador, moderno e civilizado, à imagem daquilo que os fundadores preconizaram.

 

Aprendi e constatei que antes "perdedor mas de cabeça erguida", que "perdedor, fanfarrão e malcriado".

 

Aprendi que nem todos nós somos "bons", como nem todos os adeptos do nosso rival são "maus", e que se calhar o "lampionismo" e o "neo-lampioguismo" devem ser tratados de igual modo.

 

Aprendi que a cultura-de-exigência passa por exigir verdade e coerência no discurso.

 

Aprendi que apesar de gostarmos de futebol e de sermos adeptos de um clube, há coisas muito, mas mesmo muito mais prioritárias na nossa vida.

 

Aprendi que não são as derrotas que me envergonham, mas a mentalidade perdedora, o estilo e a liderança.

 

Aprendi que o fanatismo e o extremismo nunca são o caminho, e que a paixão e a racionalidade podem coabitar. Basta que o amor ao clube se sobreponha.

 

Aprendi que um lambe-botas, será sempre um lambe-botas...

 

Aprendi que até pessoas de cultura podem ser levadas pela "onda".

 

Aprendi que "idolatria" é muito diferente de "sentir respeito".

 

Aprendi, pelos livros, as consequências dessa mesma "idolatria".

 

Aprendi que mais valerá bater no fundo de uma vez, que viver uma indignidade toda a vida.

 

Enfim, tanta coisa que aprendi e continuo a aprender... E aprendo ao ler, ao debater, ao vivenciar, ao constatar, ao ouvir o próximo, etc etc. Pois só quem "idolatra" é que não quer sequer ouvir mais nada.

 

Como tal, também aprendi que é preciso saber tirar o lado positivo de cada circunstância. Pois acredito que quando o poço não tiver mais "fundo", iremos nos saber unir novamente em torno de um símbolo, e não em torno de uma pessoa e das suas próprias características pessoais. Será uma lição que levaremos para sempre.

 

E também aprendi, que uma "coisa destas" terá que ter consequências... para que de uma vez por todas o clube fique blindado contra este género de fenómenos.

 

O tempo é mestre. Ele ensina, disciplina e fortalece.

A minha esperança reside ai.

 

 

 

 

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