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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

O CHARLATÃO



Um ponto fundamental para identificar um charlatão é quando este se apresenta de forma messiânica, dizendo-lhe que a partir daquele momento a sua vida irá mudar, pois apenas ele, e só ele, tem o conhecimento para o livrar do mundo ou do estado de ignorância. Com ele o êxito é garantido. 

Depois, quando você aceita acreditar no seu novo guia, irá começar a lavagem cerebral; primeiramente cria-se uma relação entre mestre e discípulo, onde este último deve ignorar tudo que anteriormente aprendeu e começar a ver as coisas iguais ao seu guia, este irá desmoralizar várias verdades e temas realmente relevantes e dará ao seu discípulo, unicamente tretas. 

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Como provavelmente você não irá aceitar essa ruptura de conceitos assim tão facilmente, o charlatão irá mais além, ele não apenas desmoraliza as verdades que ele não domina ou apenas não gosta, como faz o aprendiz ter uma relação de amor e ódio, amor pelo mestre e o seu conhecimento e ódio de todos aqueles que se opõem à sua maneira de pensar.

Caso você ainda fique relutante em aceitar certas afirmações, porém o carisma do seu mestre o faça querer acreditar nas suas palavras, é natural que você peça as fontes do seu conhecimento, porém o charlatão irá dar-lhe uma série de desculpas, dizendo que você precisará de acreditar nele porque o passado era horrível. Ele é o futuro. 

Todo o charlatão, sendo no campo da ciência ou em qualquer outro tema, nunca será um intelectual, aquela pessoa disposta a debater ideias. Pela sua falta de argumentos ele irá refugiar-se com ofensas, sempre agressivo, a usar mentiras com o objectivo único de desmoralizar os seus “oponentes”. 

Como foi dito acima, esses enganadores não são intelectuais, logo não veem os debates como um local para se discutir ideias, aprender, eles veem os debates como uma guerra, e sempre, ao relatarem as suas vitórias nos debates, dizem que massacraram seus oponentes, os humilharam. Quando perdem vitimizam-se dizendo que o oponente não os respeitou, que aquele local do debate era um covil dos seus inimigos, etc.

Ele apresenta-se como o verdadeiro Messias, o único que pode salvar o país, o mundo, o clube, é assim que ele quer ser tratado. Todo o charlatão faz culto à sua personalidade e gosta de ser adorado sempre nos seus discursos, vídeos, etc. ele exalta-se a si mesmo, lista diversas vezes as suas “qualidades”, deixando os mais ingênuos admirados e crentes de que estão mesmo na presença de quem irá salvar a instituição. Quando fala em monólogos fala durante muito tempo, tenta convencer-se daquilo que ele próprio afirma. 

Ele tem sempre o mesmo discurso, mesmo quando se propõe a falar de outro tema o assunto volta sempre à sua ideia central, esta que ele defende de forma doentia, não interessando o mundo de evidências que a desqualificam. E como resultado, o seu conjunto de seguidores fica cada vez mais homogêneo, transformam-se em gado, passando a um estado em que um apenas afirma as ideias do outro e ambos repudiam tudo e todos que pensam o oposto.

Mesmo com toda essa doutrina você ainda pode ter dúvidas e perguntas, mas sabe que se demonstrar a sua curiosidade ao charlatão ou a algum dos seguidores você irá ser humilhado, difamado, exposto ao ridículo, pois há uma ditadura filosófica dentro do ambiente criado pelo charlatão e seguidores. 

Com todo este processo, você perde o interesse em diversos temas, passa a ocupar grande parte de seu tempo apenas com os ensinamentos que o charlatão quer que você interiorize, a sua timeline sempre se referirá as questões ensinadas por ele, você perde a capacidade de conversar sobre outros assuntos sem envolver a sua doutrina, começa a agir de forma violenta quando for questionado. Por fim torna-se alguém preocupado, triste, a sua raiva por saber que o mundo do seu Gurú nunca irá de facto consumar-se transformar-se-á numa depressão e você perde até o ânimo de viver.

Outra característica comum de um charlatão é usar as suas crenças pessoais, geralmente religião, ou outras ideologias, como as clubistas, para ganhar a sua simpatia e você sentir-se ligado a ele de uma forma especial.

Todos os charlatões, além da adoração dos seus discípulos, pedirão dinheiro, quando perceberem que vocês estão envolvidos nas suas palavras e teorias, a conta irá chegar, pode ser via doação, ganhos mensais ou outras ofertas. Seja como for o charlatão tem sempre como objectivo enriquecer à custa da crendice dos que em si acreditam. Ele e o núcleo que o rodeia. 

Não se lembram de ninguém assim?

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Moreirense trava o Sporting com mais nervo e organização

 
ANTÓNIO TADEIA 
2017-09-23
 
Uma primeira parte displicente e uma segunda com mais garra mas menos qualidade levaram os leões a perder pontos
 

A mais fraca exibição do Sporting no campeonato conduziu à perda dos primeiros pontos por parte da equipa de Jorge Jesus, que assim viu fugir o FC Porto no topo da tabela, antes do clássico do próximo domingo. O empate com o Moreirense (1-1) saiu da conjugação de três fatores: a entrada displicente dos leões, que deram 45 minutos de avanço; a boa organização da equipa da casa, que mesmo quando foi dominada conseguiu sempre encontrar espaço para meter contra-ataques perigosos e ameaçar a baliza de Rui Patrício; e a fraca qualidade do jogo leonino na meia-hora final, em que se limitou a despejar bolas na frente à espera de um golo salvador. Desta vez, ao contrário do que tinha acontecido contra o Vitória de Setúbal ou o Feirense, esse golo não apareceu.

 

Aliás, mesmo o golo que o Sporting marcou, um auto-golo de Abarhoun, apareceu quase que caído do céu. Foi após um canto, um novo cruzamento de Bruno César, um remate colocado de William Carvalho e uma defesa do guardião Jhonathan contra o seu defesa-central, que vinha rápido em seu auxílio. Estava-se no minuto 60, havia meia-hora para jogar e nessa altura poderia acreditar-se que os leões iam cavalgar esse golo. Mas não: até final, do Sporting só se viu um remate de Gelson à barra, logo aos 67’, após amorti de Bas Dost, em bola aérea metida na área. Um minuto antes, Jorge Jesus reagira ao que de mau tinha visto durante a primeira parte – a falta de nervo, de intensidade a meio-campo – e trocara Bruno Fernandes por Battaglia. Os leões começaram a ganhar duelos e bolas divididas, mas perderam esclarecimento na construção desde trás. Como resultado disso, só voltaram a rematar aos 90+4’, num cabeceamento de William Carvalho sobre a barra. E pelo meio, fruto até da troca promovida por Jesus – Battaglia foi jogar para trás e William para médio mais avançado – vários erros posicionais permitiram contra-ataques perigosos ao Moreirense, que podia também ter desbloqueado o marcador a seu favor.

 

Para se perceber melhor a questão é preciso uma imagem do que foi a primeira parte. Manuel Machado organizou a equipa num 4x2x3x1 que metia o móvel Peña como avançado e pedia a Tozé que saísse com frequência da esquerda para o espaço entre as duas linhas leoninas, onde funcionava como ponto de apoio para as investidas da equipa da casa. Jorge Jesus entrou com Alan Ruiz perto de Bas Dost e pediu a Bruno Fernandes que atuasse perto de William, num meio-campo de grande qualidade com bola mas fraca intensidade defensiva. Em resultado disto, se o Sporting tinha a bola e conseguia fazê-la chegar perto da área do Moreirense criava perigo: Ruiz podia ter aberto o ativo aos 9’, num remate em arco que saiu ligeiramente ao lado do ângulo superior da baliza de Jhonathan e ao qual este nunca chegaria. Mas quem tinha mais volume de jogo, fruto de conseguir ganhar a maioria dos duelos, era o Moreirense, que também esteve à beira de marcar aos 21’, quando Tozé isolou Peña e só uma má receção deste permitiu que a mancha de Rui Patrício chegasse a tempo de evitar males maiores.

 

O jogo ia neste rame-rame e já se adivinhava que o Sporting precisava de Battaglia, porque se ao meio-campo com o argentino e Adrien, que Jesus chegou a experimentar em casa frente ao Steaua, por exemplo, faltavam ideias, a este, com William e Bruno Fernandes, faltou intensidade nos duelos, o que se revela decisivo, pelo menos em jogos fora de casa contra equipas aguerridas como este Moreirense. O que veio baralhar as ideias que Jesus podia ter a esse respeito foi o golo de Rafael Costa, marcado aos 43’. Livre na esquerda, após um canto, o médio brasileiro disparou uma bomba que Patrício não conseguiu deter e pôs a equipa da casa na frente. A perder, já se vê, seria complicado para Jesus meter em campo um médio de cariz defensivo, pelo que ao intervalo a opção foi trocar Alan Ruiz por Doumbia, para ganhar poder de fogo na área – o argentino move-se mais fora dela. O Sporting encostou o Moreirense atrás e, mesmo sem criar grandes situações de perigo, fruto da colocação sempre atenta da equipa de Manuel Machado, acabou por marcar.

 

Nessa altura, o jogo mudou de bases. Os leões tinham meia-hora para fazer um golo e Jesus terá pensado que era como começar de novo, pelo que aplicou a receita mais adequada para ganhar a este Moreirense: nervo a meio-campo. Entrou Battaglia, mas o problema nessa altura foi ter saído Bruno Fernandes. A questão é que Doumbia tinha acabado de entrar, Bas Dost fazia falta na frente e o treinador não parece acreditar na hipótese de ter o jovem bombardeiro a sair da faixa lateral, caso em que poderia sacrificar Bruno César. Como ainda por cima o treinador mandou adiantar William e colocar Battaglia mais atrás, a equipa perdeu mesmo qualidade na construção e, com exceção do tal remate de Gelson à barra, um minuto após a substituição, não voltou a rematar até ao tempo de compensação. O Moreirense, esse, continuava organizado. Alfa Semedo era a unidade crucial a meio-campo, Tozé fazia um jogo enorme a funcionar como ponto de apoio para os contra-ataques e as substituições operadas por Manuel Machado ainda ajudaram: tanto Bilal como Cadiz ajudaram a fluidificar estes momentos, frente a um Sporting a quem o passar do tempo ia roubando a clarividência no preenchimento dos espaços defensivos: Adivinhava-se o golo, de um lado ou do outro.

 

E no entanto o golo não apareceu. Jesus ainda chamou Iuri, mas tal como Doumbia, o extremo não trouxe nada de positivo ao jogo. Só aos 90+4’, já com Coates ao lado de Bas Dost e Doumbia como ponta-de-lança, é que veio a primeira situação de golo leonina. E foi numa bola parada: livre de Iuri, cabeça para a zona frontal de Battaglia e entrada de William a cabecear sobre a barra. O apito final veio pouco depois. 

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Senhor Presidente Bruno de Carvalho, desta vez foi demais!

O presidente do Sporting Clube de Portugal está feliz. Tem todo o direito. Casou-se recentemente e vai ser pai. Mas que realize um vídeo com os meios audiovisuais do clube e que utilize o jogo da Taça da Liga entre o Sporting e o Marítimo para divulgar esse mesmo vídeo nos painéis que estão colocados no estádio ultrapassa em muito o admissível. Bruno de Carvalho comporta-se como o Sporting fosse dele. E não é.

Já o escrevi várias vezes e volto a repeti-lo: Bruno de Carvalho tem enorme mérito em muito do que se está a passar atualmente no clube, em particular na recuperação da mística e do entusiasmo dos sócios, que fazem com que o clube tenha em média mais de 40 mil pessoas a assistir aos jogos em casa. Mas o presidente fez muito mais: negociou com os bancos um plano de reestruturação, que não inviabiliza o sucesso desportivo; contratou excelentes treinadores; negoceia de uma forma dura a venda de jogadores; construiu o pavilhão para as modalidades; relançou várias modalidades que há muito não existiam no clube; expandiu internacionalmente a marca e a imagem do Sporting; apresentou propostas ao Governo e às instâncias desportivas para tornar mais transparente o futebol; bateu-se pela introdução do videoárbitro; e tomou outro tipo de iniciativas para além destas, sempre em defesa do clube.

O resultado é que o Sporting passou de novo a estar no mapa desportivo nacional, depois de um declínio que parecia irreversível. Todos os sportinguistas devem isso a Bruno de Carvalho e não o esquecem. Para os que não acreditavam no presidente, o sucesso que ele tem obtido em quase todas as batalhas em que se tem envolvido e a resposta dos sócios e simpatizantes é a prova que está a trilhar o caminho certo.

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Acontece, contudo, que há dois aspectos que descredibilizam o presidente do Sporting: um é o seu estilo de intervenções desabridas, de péssimo gosto e educação; o outro é a sua recente tendência para querer ser ator de televisão, onde os seus papéis se tem revelado ser de terceira ou quarta categoria.

Bruno de Carvalho tem de perceber – ou alguém tem de lhe fazer perceber – que dar uma entrevista ao canal do Sporting, a fazer caretas sobre a forma como se expira o fumo dos cigarros ou a imitar a voz do filho do presidente do Arouca ou a dar ordens ao câmara para lhe fazer um “close-up” não lhe granjeiam um grão de credibilidade. Pelo contrário, condenam-no ao ridículo e à falta de respeito dos seus pares e das instâncias desportivas e políticas, que o deixam de tomar a sério. Bruno de Carvalho tem de perceber – ou alguém tem de lhe fazer perceber – que não pode levar a sua vida privada para o estádio do Sporting, num jogo do Sporting, perante os sócios e simpatizantes do Sporting, que gostam seguramente muito que o presidente esteja feliz mas que não tem absolutamente nada a ver com isso. A partir daqui, o que se segue? Um vídeo com o nascimento do rebento? A comemoração dos aniversários do casamento? A primeira ida à escola pela mão do pai?

Bruno de Carvalho ultrapassou claramente todos os limites quando anunciou a gravidez da sua mulher num vídeo que divulgou nas instalações oficiais do Sporting Clube de Portugal, feito com meios do clube. Mas este é o sinal de que Bruno de Carvalho ama tanto o clube que pensa que o Sporting Clube de Portugal é dele e que pode fazer tudo o que quiser. Parafraseando Luís XIV, Bruno de Carvalho pensa seguramente que “le Sporting c’est moi”. E não, não é, não foi, nem será. O Sporting é um clube centenário e pertence aos seus sócios, não aos seus presidentes, por melhores que sejam.

Mais: Bruno de Carvalho devia perceber – ou alguém lhe devia fazer perceber - que é precisamente por causa de atitudes como estas, em que dá o flanco, que tem vindo a ser fortemente penalizado pela justiça desportiva. O castigo de seis meses que lhe foi aplicado é uma brutalidade sem qualquer sentido. Mas isso acontece precisamente porque Bruno de Carvalho, com algumas das suas atitudes, deixa de infundir respeito.

Ora o presidente devia estar muito consciente que este é um ano muitíssimo importante, senão decisivo, para o clube. A equipa principal de futebol precisa de obter êxitos desportivos esta época. E o certo é que, até agora, está bem encaminhada. Mas estes episódios caricatos que Bruno de Carvalho tem protagonizado podem vir a ser utilizados para desestabilizar e prejudicar o clube. Todos queremos que o Sporting seja campeão nacional de futebol e o presidente mais que ninguém. Que seja ele a criar condições para isso mas ao mesmo tempo a arranjar questões que podem prejudicar esse objectivo remete seguramente para as tragédias gregas – mas pode levar-nos, infelizmente, a outra época perdida. Esperemos que Bruno de Carvalho perceba isto e arrepie caminho, por forma a no final da época ser consagrado como o presidente do novo campeão nacional de futebol.

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Com tantas mudanças não houve quem conseguisse quebrar o marasmo em Alvalade

A Taça da Liga é um palco habitualmente utilizado por muitas clubes para rodar a equipa e dar minutos aos menos utilizados. Jesus fê-lo. Daniel Ramos também, embora de forma menos contundente que o técnico dos leões, que mudou quase a equipa inteira. Mas só um deles conseguiu com que a equipa mantivesse a dinâmica habitual. E foi aquele que apenas se preocupou em tapar os caminhos da baliza ao adversário, mostrando, mais uma vez, enorme competência defensiva e maturidade tática - Pablo e Bebeto, mesmo na esquerda, novamente em bom plano.

 

Já ao Sporting faltou dinâmica, sobretudo no último terço do terreno, e também vontade de arriscar na parte final. Dessa forma, o marcador não sofreu alterações, mesmo com algumas oportunidades pelo meio, e a partida em nada contribuiu para melhorar essa imagem desvalorizada que existe desta competição.

 

Após uma entrada morna, em que o Marítimo optou rapidamente por dar a iniciativa do jogo aos leões, ficando mais na expectativa e saindo apenas pela certa para o ataque, o Sporting respondeu apenas aos 20 minutos de jogo, mas em dose dupla. Primeiro Petrovic atirou de cabeça à barra da baliza insular, na sequência de um canto – uma das formas encontradas para contrariar a inaptidão para furar a linha defensiva contrária. Na insistência Doumbia atirou ao lado do alvo.

 

O encontro prosseguiu nesta toada e com poucas oportunidades até ao intervalo, com Alan Ruiz a mostrar-se a unidade mais eficaz dos leões nos primeiros 45 minutos, essencialmente em termos de definição do passe e na forma como conseguiu encontrar espaços.

 

Numa partida em que Jesus quis testar opções dar minutos à “segunda linha" leonina também Ristovski mostrou garantias de poder ser alternativa a Piccini, principalmente pela profundidade que deu no corredor direito. Em contrapartida, Iuri Medeiros foi uma unidade a menos nos leões, num jogo em que tinha tudo para reclamar mais oportunidades ao técnico. Talvez por isso não seja de estranhar que, aos 55 minutos, Jorge Jesus tenha optado por retirar de campo o jovem atacante e também Mattheus, lançando Podence e Acuña em jogo.

  

Numa altura em que o Sporting começava a tornar-se mais perigoso no encontro, com a partida a ficar mais aberta – do lado contrário era sempre Piqueti a levar mais perigo até perto da baliza do Sporting, mas maioritariamente em contra-ataques de um homem só… -, o internacional argentino veio trazer mais acutilância e esclarecimento no ataque leonino. Doumbia ainda teve mais um par de oportunidades, mas nunca conseguir desatar o nó no marcador.

 

Com o costa-marfinense um pouco desacompanhado na área contrária, Jesus optou por esgotar as alterações com Battaglia, deixando Gelson Dala no banco, numa partida em que admitiu que queria testar outras opções. Seria esta a ideal para o avançado angolano... O técnico não arriscou em nada, ajudando também para que o nulo imperasse no final.

 

 

Com 60 por cento de posse de bola, mais de 40 ataques, 13 remates e uma dezena de cantos, o Sporting acabou por não conseguir criar oportunidades suficientes que o levassem ao golo. Um resultado que penaliza os leões e que comprova o trabalho de qualidade realizado por Daniel Ramos na Madeira, que mesmo mudando grande parte da equipa e lançando dois jovens que na última época estavam na equipa B, viu todos cumprirem à letra o plano de jogo. Mudam os peões, ficam as ideias.

 

Quanto ao árbitro Manuel Mota foi ligeiramente condescendente no início do encontro, onde se registaram algumas entradas despropositadas, sobretudo por parte dos insulares, que algumas vezes passaram em claro. Ainda assim, não teve lances de dificuldade elevada para resolver e acabou por conseguir gerir o encontro dentro da normalidade até final.

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João Vasco Nunes

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O videoárbitro só não acertou com o Benfica

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Primeira jornada. Jogos dos três grandes. Videoárbitro sem necessidade de intervenção no jogo do Sporting. Muita intervenção no jogo do FC Porto e sempre com razão. Péssima decisão no jogo do Benfica com o Braga.
 
Queres ver que o VAR tem óculos encarnados?
 
Vamos por partes. No jogo do Sporting com o Desportivo das Aves não houve golos duvidosos. Foi tudo limpo e claro. Vitória por 2-0 dos leões sem discussão. O videoárbitro em descanso.
 
Jogo FC Porto-Estoril. Com o resultado em 0-0, Aboubakar marca um belo golo de calcanhar. Invalidado e bem pelo fiscal de linha. Estava adiantado. Não sei se o videoárbitro se pronunciou. Mas se o fez concordou. E bem.
 
Mais tarde, já com o resultado em 1-0, novo golo invalidado, desta vez a Jesus Corona. Bem, de novo, o fiscal de linha. O videoárbitro ou concordou ou ficou caladinho. Bem, outra vez.
 
Antes tinha havido um lance no interior da área do FC Porto, em que um jogador dos azuis e brancos chuta a bola, que bate involuntariamente no braço de Danilo. Não havia razão para penálti. Bem o fiscal de linha e o videoárbitro.
 
 
Finalmente, na sequência de um livre, Marcano marca o quarto golo dos portistas. O fiscal de linha do outro lado da bancada central invalida. Mal. O árbitro recorre ao videoárbitro. Bem. E o videoárbitro valida o golo. Muito bem. O árbitro sanciona igualmente o lance. Corretíssimo.
 
E finalmente o jogo Benfica-Braga. O Benfica ganhava por 2-1 já na segunda parte. Hassan, avançado do Braga, faz o golo do empate. Invalidado e bem pelo fiscal de linha (?) ou pelo videoárbitro. O egípcio estava adiantado. O Benfica faz depois o 3-1.
 
E pouco depois Ricardo Horta faz o 3-2. Invalidado pelo fiscal de linha (?) ou pelo videoárbitro. Não se sabe. Mas a decisão é péssima. Erradíssima. Do lado de cá, o lado direito da defesa do Benfica, Seferovic vem pachorrentamente a avançar, colocando em jogo Ricardo Horta. Curiosamente, só vi o lance em que aparece Seferovic numa plano da televisão - nas outras, os realizadores optaram por um plano mais apertado, onde Seferovic já não se vê nos écrans – e assim, qualquer espectador que esteja a ver o jogo em casa, dirá sem hesitações que foi fora-de-jogo. Mas não foi.
 
Daí a pergunta: nos jogos em casa do Benfica, quem faz a realização? Quem disponibiliza as imagens ao videoárbitro? Quem as edita depois para as televisões? Como é que na TVI24 se via Seferovic e, por exemplo, na SIC, com o plano apertado, ele já não aparecia? Mistério! Queres ver que o videoárbitro também usa óculos encarnados?
 

Teremos de morrer para que nos juntemos todos?

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Juntos por todos. Falemos de futebol. Falemos de desporto. Quantos mais mortes teremos de ter no desporto para que se juntem os líderes dos principais clubes em Portugal?

Pode parecer banal ou ridículo falar-se em desporto quando 64 pessoas perderam a vida, não a dar um chuto numa bola, não em qualquer estádio, não no estado de adepto ou de sócio em guerrilha, mas na sua estada na estrada da vida. Por um raio, tantos raios, por um fogo, tantos fogos, por um vento, tantos ventos.

Hoje contribuímos para todos, fossem ou sejam eles do Sporting, Benfica, Porto ou Pedrógrão Grande.

Teremos de morrer para que nos juntemos todos? Terão de morrer mais? Não foram muitos os que morreram já? Nos fogos, nos estádios ou nas imediações?

Assistimos a uma guerra nunca vista no desporto português. Tantos rastilhos, tanto mato, tantos fogos, tanta merda. De parte a parte. Da minha parte, que acabem com esta merda.

Temos dirigentes desportivos que incitam a violência, o ódio, a ofensa gratuita. Castigados por instâncias disciplinares, desobedecem com despudor.

Mas não estão sós. Adeptos vulneráveis ciosos por pertencerem a algo, vão na onda da falácia. O bem e os bons de um lado. O mal, os maus, feios, porcos e nojentos de outro. Ambos populares, ambos populistas.

Somos uma nação que descobriu e conheceu Mundo. País solarengo à beira mar plantado. Povo pacifico, amistoso, empático, acolhedor.

No desporto e no desporto Rei em particular somos Campeões Europeus, Ronaldo o desportista mais premiado, valioso e reconhecido do Mundo, Mourinho um dos melhores (o melhor?).

Os nossos dirigentes? Dos piores do Mundo. Corrompem, agridem, cospem, ofendem, criticam, condenam, desrespeitam!

Legitimados por eleições, sentem-se inatingíveis por regras, leis ou justiça. Deuses no seu trono, líderes das suas tribos.

Apoiados pelos boys da fina flor prestam-se a tudo para um aplauso, um like ou uma selfie. Se o apoio da fina flor menos ou mais fraudulenta é garantido, é nas massas que encontram mais votos, nas claques. São estes, os mais pobres e desprotegidos, quem os alimenta.

E o P.R. Marcelo que nada faz. Até que morram uns quantos.

 

O “trambolhão”, as desculpas e os “mails” ...por Rui Barreiro

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 Em 2011/2012 O Sporting Clube de Portugal encontrava-se em 17º lugar no ranking da UEFA, o Benfica em 14º e o Porto em 9º. O Braga estava situado no 29º lugar.

 

Na época seguinte (2012/2013), o Sporting caiu para 23º lugar enquanto que o Porto subiu para 8º, o Benfica para 9º e o Braga manteve o 29º lugar. Este enquadramento serve para fixar o valor do nosso clube nesta nova era de governação e podemos sempre comparar com os outros três clubes em que a estabilidade directiva também se manteve. E contra factos não há palavrão que nos valha.

 

Depois de “fazer tremer os nossos rivais” o que valemos nós na europa do futebol? Então vejamos o que nos diz o ranking da Uefa nesta época que terminou, ou seja, vejamos os lugares que ocupamos em 2016/2017: O Sporting Clube de Portugal é o pior dos 4 clubes citados como exemplo, pior que o Braga, sim, demos um enorme trambolhão e o nosso lugar é, nada mais nada menos, que o 57º lugar. Devemos ter vergonha? Devemos. Só para ilustrar, importa dizer que o Braga caiu para o 55º lugar, o Porto encontra-se no 13º lugar e o Benfica em 9º. Estes lugares também significam dinheiro, meios financeiros disponíveis, para além de prestigio e reconhecimento.

 

Podemos argumentar com os árbitros, com a Liga ou com a Federação, para consumo interno e para acalmar os seguidores, todavia estes números não deixam margem para grandes desculpas. Estamos muito pior do que estávamos. Se compararmos os orçamentos das equipas de futebol ao longo destes anos ainda custa mais perceber como é possível ter chegado a este lugar inadmissível no ranking uefeiro. Se olharmos para as receitas de bilheteira e para o número de adeptos que se deslocam ao estádio para apoiar a equipa, ao longo destes anos, facilmente constatamos que não é por falta de incentivo que o desaire europeu se tem concretizado. Depois queixamo-nos dos adversários que o sorteio nos brinda.

 

Espero, sinceramente, que sejam fixadas metas e objectivos europeus e que essas metas e esses objectivos sejam revelados aos sócios e adeptos sem receios ou tibiezas. Chega de conversa fiada. Nem interna, nem externamente ganhamos. Algo tem de mudar.

 

Mais um título do futebol de formação. Devemos ficar satisfeitos, a Academia tão criticada no início desta governação, continua a dar frutos e ainda bem. Se fizermos uma busca percebemos que houve um período menos bom, mas felizmente continuamos a formar bons jogadores. Esta equipa de juvenis tem bons atletas segundo dizem os que acompanham com mais afinco o futebol jovem.

 


A propósito de mails e influências, vale a pena lembrar que fomos buscar o treinador que esteve vários anos a conduzir a equipa agora acusada de expedientes favoráveis. Afinal, o que queríamos ou o que queremos nós, Sporting Clube de Portugal? Deixemos que os adversários façam o que julgam que devem e façamos nós os trabalhos de casa. Trabalho e profissionalismo ajudam muito ao sucesso, por isso vamos lá mostrar que sabemos trabalhar para além da conversa do costume.

 

Quanto ao resto que se investigue e se houver matéria que se condene quem deve ser condenado. Se as instâncias do futebol não o conseguirem fazer que se faça justiça. Uma última palavra para o meu treinador favorito, Rui Jorge, com competência e humildade vai dar-nos mais alegrias. Força Portugal.

Viva o Sporting.

18/06/2017

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Bruno de Carvalho agora como Buda da paz - disse Miguel Pedro

Partes da crónica de Miguel Pedro no jornal O JOGO

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Bruno de Carvalho, esse Grande Pacificador, o Papa das boas relações do desporto, o Buda do futebol Zen, sim, esse mesmo, veio pedir a realização de uma cimeira ao mais alto nível para colocar um final definitivo no ambiente de hostilidade em que vive o futebol português neste final de campeonato.

 

A "matriz pirómana diária" (expressão utilizada no louvável pedido de cimeira feito pelo Presidente leonino) nunca foi, segundo agora parece, atiçada por Bruno. É como se Kim Jong-um, líder coreano, depois de andar um ano a testar mísseis nucleares, apelasse à ONU para realizar a cimeira pela paz para o Mundo. Cimeira essa que contaria, entre outros, com Putin e Trump. A paz estaria garantida e o mundo poderia respirar em segurança.

 

Ora, com esta predisposição pacifista de Bruno de Carvalho (que coincide com o facto de, neste final de campeonato, o Sporting não estar a lutar por nada, tendo o 3º lugar garantido) e com as novas tecnologias ao serviços dos árbitros, o futebol português tem, finalmente, assegurada a sua "pax aeterna".

 

║█║▌║█║▌│║▌█║▌║║█║▌║█║▌│║▌█║▌║

 

Eis que de repente, temos um Ghandi à portuguesa!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Declaração de amor condicional

 

BJorge Maia  O JOGO.pngruno de Carvalho garantiu que Jesus é o treinador dele, mas tratou de recordar que há condições que precisa de cumprir

 

Bruno de Carvalho esclareceu ontem que Jesus continua a ser o treinador dele. Não deixa de ser um esclarecimento relevante, depois da forma como, no rescaldo do jogo com o Belenenses, o presidente do Sporting fez questão de traçar uma linha muito clara, deixando de um lado a crença que os adeptos têm no projeto e do outro o treinador e os jogadores.

A questão é que quem se dá ao trabalho de ler toda a mensagem que o presidente leonino publicou ontem no Facebook, percebe que aquela já não é a mesma declaração de amor incondicional que se costumava ler no início da relação entre ambos.

Jesus é o treinador que Bruno de Carvalho escolheu para ser campeão, sim, mas para isso tem de "fazer sempre mais com menos, apostar no desenvolvimento de jogadores, apostar na formação e não investir mais do que pode". Soa mais a ultimato, não?

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