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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

O exemplo do AC Milan e o não-exemplo do Sporting actual

Confesso que simpatizo imenso com o AC Milan e com a sua história recente.

 

Diz-nos a história, que nos anos 80 o clube passou pela maior crise da sua história, chegando até a disputar a série B [2º divisão]. Mas era um clube que a nível europeu já contava com 2 Taças dos Campeões e 2 Taças das Taças. Tinha já a sua história.

 

Mas Silvio Berlusconi, um dos homens mais poderosos de Itália, torna-se proprietário do clube, e a partir daí a identidade do Milan é reconstruida. Uma cultura de vitória com jogadores que ficaram na história.

 

Apesar de Berlusconi ser um homem polémico na sociedade, o que sempre prevaleceu foram jogadores como Van Basten, Gullit, Maldini, Baresi, Costacurta, Pirlo, Gattuso, Shevchenko, etc etc. E claro, os jogos e os títulos que ficaram para a história. Foram 5 Ligas dos Campeões na era Berlusconi.

 

Mas o que fica, são pormenores como o facto de Paolo Maldini ter erguido em 2003 a Taça da Liga dos Campeões em Inglaterra, quando o seu pai, Cesare Maldini, a ergueu 40 anos antes precisamente em Inglaterra. Ou a longevidade deste no clube, sendo a sua única equipa. Ou a mesma longevidade de Alessandro Costacurta. Ou a raça do Gattuso. Ou o facto do Carlo Ancelloti ter sido campeão europeu como jogador e como treinador. Muito mais poderia ser mencionado.

 

Hoje, o AC Milan vive novamente um período negro, mas a sua história e a sua cultura estão ainda muito presentes, e será isso que fará com que este "monstro adormecido" acorde novamente. Existe algo em com que pegar.

 

E nós, no Sporting? Que cultura estamos a construir?

 

Hoje não se respeitam sócios, processando-os. Não se respeitam os antigos presidentes, esquencendo-se de que estes fazem parte da história e foram à época legitimados pelos sócios. Se for preciso antigas glórias como Manuel Fernandes são enxovalhadas por terem opinião. E até um casamento consegue se sobrepôr à identidade do clube, traindo toda uma história e até a memória dos fundadores.

 

A cultura que hoje se está a construir está assente numa só pessoa e não numa cultura de vitória e de identidade própria enquanto clube.

 

O clube somos nós. Os adeptos, como a sua história, os títulos, as memórias, etc etc. Uma identidade colectiva. E infelizmente, querem destruir tudo isso.

 

A questão é: dá "pica" ser de um clube como o Sporting actual, independentemente das vitórias e das derrotas?

 

Quando a médio\longo prazo, o Sporting estiver a atravessar a maior crise da sua história (pois isto vai "rebentar" mais dia menos dia), vamo-nos agarrar a quê?

 

Possivelmente às memórias dos nossos últimos 2 campeonatos e das Taças de Portugal do tempo do Paulo Bento. Pelo menos foi esse Sporting que me habituei a ver ganhar (para trás foi um deserto). É que o tempo trata de recolocar cada personagem no seu devido lugar...

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