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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

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O Daniel Sampaio que trate dele!...

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Como chegou à psiquiatria?
Com 17 anos queria ser ator de teatro, mas fui muito influenciado por uma professora de Filosofia, que me aconselhava Psicologia ou Psiquiatria. Fui para Medicina e nunca pensei noutra especialidade. Achava que a psiquiatria ia explicar-me tudo.

 

Ainda é assim?
Em 40 anos de especialidade assisti a uma evolução extraordinária na psiquiatria. Hoje, há uma gama muito grande de medicamentos à disposição dos médicos e percebeu-se que é muito importante compreender a vida das pessoas, mas há doenças que são biológicas e que têm de ser tratadas com medicamentos. Antes, os loucos tinham de ser separados da sociedade e a doença mental grave não tinha muito tratamento. Melhorou muito, mas um dos grandes problemas da psiquiatria continua a ser o estigma.

 

Mas não respondeu: os médicos de outras especialidades olhavam-no com desconfiança?
Nos primeiros anos, sim. Está muito melhor porque conseguimos explicar que há muitas pessoas com problemas de saúde mental em Portugal: em cada 100 portugueses, 22 terão algum problema de saúde mental ao longo da vida.

 

Esta tendência continuará a agravar-se?
Acredito que sim, embora as doenças mentais mais graves, como a esquizofrenia e a doença bipolar, estejam estáveis. São as mais difíceis de tratar.

 

Ainda lhe chegam queixas de terem loucos na família? Ainda se usa esta expressão?
Sim, mas para os psiquiatras a palavra louco não é má.

 

A loucura é o último reduto da liberdade ou apenas uma doença?
São expressões muito críticas, ligadas a um grande estigma. Ter um familiar louco é um peso enorme. Para nós, psiquiatras, a palavra é sinónimo de doença mental grave, o que é fascinante porque ainda não sabemos tudo sobre estas patologias.

 

Ainda não foi descoberto o gene da loucura?
Não. Sabemos que estas doenças são multifatoriais e é importante pensar assim para não limitar o tratamento. Não se pode ficar à espera da descoberta do gene para tratar a doença, mas também não se pode pensar que é apenas resultado do relacionamento familiar do doente, isso era a psiquiatria de há 40 anos, fortemente influenciada pela psicanálise. Eu vivi essa influência.

 

Leia mais aqui: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-10-23-Daniel-Sampaio-A-psiquiatria-nao-me-fez-entender-o-amor-mas-tornou-me-mais-humano

 

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