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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

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Os desabafos de fiéis Leões

Com tantas mudanças não houve quem conseguisse quebrar o marasmo em Alvalade

A Taça da Liga é um palco habitualmente utilizado por muitas clubes para rodar a equipa e dar minutos aos menos utilizados. Jesus fê-lo. Daniel Ramos também, embora de forma menos contundente que o técnico dos leões, que mudou quase a equipa inteira. Mas só um deles conseguiu com que a equipa mantivesse a dinâmica habitual. E foi aquele que apenas se preocupou em tapar os caminhos da baliza ao adversário, mostrando, mais uma vez, enorme competência defensiva e maturidade tática - Pablo e Bebeto, mesmo na esquerda, novamente em bom plano.

 

Já ao Sporting faltou dinâmica, sobretudo no último terço do terreno, e também vontade de arriscar na parte final. Dessa forma, o marcador não sofreu alterações, mesmo com algumas oportunidades pelo meio, e a partida em nada contribuiu para melhorar essa imagem desvalorizada que existe desta competição.

 

Após uma entrada morna, em que o Marítimo optou rapidamente por dar a iniciativa do jogo aos leões, ficando mais na expectativa e saindo apenas pela certa para o ataque, o Sporting respondeu apenas aos 20 minutos de jogo, mas em dose dupla. Primeiro Petrovic atirou de cabeça à barra da baliza insular, na sequência de um canto – uma das formas encontradas para contrariar a inaptidão para furar a linha defensiva contrária. Na insistência Doumbia atirou ao lado do alvo.

 

O encontro prosseguiu nesta toada e com poucas oportunidades até ao intervalo, com Alan Ruiz a mostrar-se a unidade mais eficaz dos leões nos primeiros 45 minutos, essencialmente em termos de definição do passe e na forma como conseguiu encontrar espaços.

 

Numa partida em que Jesus quis testar opções dar minutos à “segunda linha" leonina também Ristovski mostrou garantias de poder ser alternativa a Piccini, principalmente pela profundidade que deu no corredor direito. Em contrapartida, Iuri Medeiros foi uma unidade a menos nos leões, num jogo em que tinha tudo para reclamar mais oportunidades ao técnico. Talvez por isso não seja de estranhar que, aos 55 minutos, Jorge Jesus tenha optado por retirar de campo o jovem atacante e também Mattheus, lançando Podence e Acuña em jogo.

  

Numa altura em que o Sporting começava a tornar-se mais perigoso no encontro, com a partida a ficar mais aberta – do lado contrário era sempre Piqueti a levar mais perigo até perto da baliza do Sporting, mas maioritariamente em contra-ataques de um homem só… -, o internacional argentino veio trazer mais acutilância e esclarecimento no ataque leonino. Doumbia ainda teve mais um par de oportunidades, mas nunca conseguir desatar o nó no marcador.

 

Com o costa-marfinense um pouco desacompanhado na área contrária, Jesus optou por esgotar as alterações com Battaglia, deixando Gelson Dala no banco, numa partida em que admitiu que queria testar outras opções. Seria esta a ideal para o avançado angolano... O técnico não arriscou em nada, ajudando também para que o nulo imperasse no final.

 

 

Com 60 por cento de posse de bola, mais de 40 ataques, 13 remates e uma dezena de cantos, o Sporting acabou por não conseguir criar oportunidades suficientes que o levassem ao golo. Um resultado que penaliza os leões e que comprova o trabalho de qualidade realizado por Daniel Ramos na Madeira, que mesmo mudando grande parte da equipa e lançando dois jovens que na última época estavam na equipa B, viu todos cumprirem à letra o plano de jogo. Mudam os peões, ficam as ideias.

 

Quanto ao árbitro Manuel Mota foi ligeiramente condescendente no início do encontro, onde se registaram algumas entradas despropositadas, sobretudo por parte dos insulares, que algumas vezes passaram em claro. Ainda assim, não teve lances de dificuldade elevada para resolver e acabou por conseguir gerir o encontro dentro da normalidade até final.

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João Vasco Nunes

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