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Por um Sporting fiel aos seus pergaminhos

Os desabafos de fiéis Leões

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Os desabafos de fiéis Leões

5 questões pertinentes

1. O tema do adiamento, dos vários adiamentos, da data de inauguração real do pavilhão João Rocha seriam desculpáveis dado o acrescento de enorme valor que essa obra trará ao Clube, muito mérito do Presidente do Sporting, não fosse: Termos sido candidatos a receber a final-four da UEFA Futsal League no pavilhão João Rocha e esta prova se ter disputado há perto de duas semanas. Ter sido divulgada a mensagem oficial de que já esta época, algumas modalidades iriam disputar os jogos das fases decisivas dos campeonatos/play-offs no pavilhão João Rocha. O campeonato de andebol está quase no final, e a Taça Challenge joga-se a 21 e a 27 deste mês; o campeonato de futsal vai agora iniciar a fase de play-off de atribuição do campeão nacional. Ter sido utilizado como arma de arremesso por parte do candidato vencedor nas últimas eleições e sua restante lista contra a lista derrotada. Ora ia ser inaugurado em Março, ora em Abril, ora só faltava o piso, ora era uma questão de dias, e continuamos nesta ladainha, com a agravante de na campanha eleitoral a candidatura vencedora ter mentido aos sócios quanto a este assunto. Ter sido utilizado como incentivo ao voto na lista vencedora, no próprio dia da eleição houve uma acção de propaganda com uma visita ao pavilhão que se disse, iria estar pronto dali a alguns dias. Abrir as portas aos sócios e a muitos dos que contribuíram para a obra é sempre excelente, não fosse ser o dia da eleição da nova direcção, ainda para mais baseado numa afirmação falsa. A questão do pagamento/custo total do pavilhão continuar a ser um tema tabu. Ter sido utilizado para atacar e insultar todos os sportinguistas que de uma forma ou de outra foram avisando da impossibilidade prática de se cumprirem os primeiros objectivos temporais de inauguração do pavilhão. Já nem falo dos novos sucessivos adiamentos.

 

2. Não quero acreditar que a cerimónia de casamento do actual Presidente do Sporting se sobreponha à data de aniversário do 111º aniversário do Sporting Clube de Portugal, com troca de datas da já habitual Gala ou uma pouco transparente e pouco compreensível aproximação de datas das ditas cerimónias. É preciso muita vaidade, mas sobretudo falta de humildade para um representante institucional do clube do grau de importância do Presidente do Conselho Directivo marcar um casamento, cuja celebração nada importa ao Clube nem aos sócios, para o próprio dia de aniversário do Clube. Um atentado, mais um, ao bom-senso e ao respeito pelo passado de todos os que serviram o Sporting. Haveria muito mais para dizer, mas espero pela confirmação do que anda a circular, com a inauguração real do pavilhão João Rocha misturada no meio disto.

 

3. Acerca do retomar de relações com o Futebol Clube do Porto, numa realidade mais limpa, seria sempre muito saudável que os clubes (e dirigentes…) se entendessem, e no pressuposto de se atingirem melhorias no desporto como as que foram citadas em comunicado. Fica impossível de compreender que as personagens que se insultaram com a pior terminologia existente durante 4 anos, e desde um jogo da Supertaça de Andebol já longínquo, sejam agora parceiros estratégicos. Há coisas impossíveis de ultrapassar, nem com o maior cinismo do mundo é possível acreditar numa junção real, saudável, verdadeira, de interesses entre o Presidente do Sporting e o Presidente do Porto depois de todo o lixo tóxico lançado entre ambos. Esta história de retomar relações com clubes rivais foi tema de campanha e um ataque repetido pela campanha vencedora. O de que o candidato derrotado nas últimas eleições era “lampião”disfarçado e queria ser amigo dos “andrades”. As supostas alianças eram um grande problema. Recordo que o candidato derrotado afirmou que deveria haver uma união de esforços entre os principais clubes portugueses para se resolverem questões do interesse comum. Passou pouco tempo desde que PMR foi enxovalhado com base em montagens e ficções acerca deste assunto. Perdeu-se mesmo a noção do ridículo.

 

4. O tema dos croquetes continua na ordem do dia, e José Maria Ricciardi continua a liderar os destinos do Sporting com mais ou menos formalidade. Curiosa a situação, mas uma constatação nada agradável e é notável como se fecha os olhos a isto depois de tantos ataques e, durante tantos anos, aos chamados “croquettes” e à dinastia a que JMR pertenceu.

 

5. O que não se discute de forma séria é a falta de projecto que foi a eleições, estamos em Maio e a direcção do Sporting não tem um projecto sustentado para a próxima época. O tema director-desportivo competente, experiente e com reputação internacional, o tema estrutura profissional do departamento de futebol, o tema estrutura profissional da equipa B, continuam a ser discutidos em cima do joelho e por intermédio da imprensa. Continua a brincadeira. Continuam as entrevistas a tudo o que mexe. Continua a festa. Quando vamos começar a construir os alicerces da casa? É que as festas de inauguração da casa acontecem todos os anos!

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